A demissão do secretário-geral
O secretário-geral foi demitido e diz que foi pressionado para cometer ilegalidades. O ministério responde com 'episódios particularmente graves', como uma indemnização por pagar. Duas versões, uma prova e um ministério cheio de gente que não viu nada.
Suspeitos
- Acácio, o secretário-geral interino: Está no cargo há três dias e já assinou mais papéis do que o antecessor num ano inteiro.
- Benvinda, a diretora de recursos humanos: Trata das indemnizações. A do secretário-geral demitido está 'em análise' há semanas.
- Celso, o contabilista: O dinheiro para obras urgentes apareceu de um dia para o outro. O das indemnizações, nem por isso.
- Débora, a jurista do ministério: Lê todos os despachos antes de serem assinados. Os dos ajustes diretos leu duas vezes.
- Ernesto, o motorista do ministro: Leva o ministro a todo o lado e ouve todas as chamadas. Jura que não se lembra de nenhuma.
- Fernanda, a chefe de gabinete do ministro: Marcou a reunião da demissão. A da indemnização ficou por marcar.
- Gualter, o advogado do secretário-geral: Tem uma pasta de 'episódios particularmente graves'. Ainda não disse de quem.
- Honorata, a telefonista do ministério: Passou a manhã a dizer que o ministro não estava. O ministro estava.